Estratégia

No passado recente, Junho de 2004, foi aprovado o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões, o qual incorpora um Plano de Acções que têm como objectivo capital aumentar a competitividade do porto.

Sendo a missão do porto "Fazer do Porto de Leixões uma referência para as cadeias logísticas da fachada atlântica da Península Ibérica", serão prosseguidos quatro objectivos de desenvolvimento:

Consolidar e promover a marca «Porto de Leixões» de forma integrada e consequente

Este objectivo visa contribuir para a melhoria continuada da imagem do Porto de Leixões junto dos diferentes mercados e públicos-alvo com que se relaciona ou pretende relacionar. Neste contexto, a prossecução deste objectivo deverá assentar na clara definição da oferta de valor associada à marca «Porto de Leixões» e no estabelecimento em termos operacionais de mecanismos eficazes e eficientes de promoção comercial.

Organizar uma oferta de serviços de qualidade e ajustada necessidade do mercado

Este objectivo visa contribuir para fazer do Porto de Leixões um parceiro estratégico nas cadeias de transporte e logística, preconizando uma maior adequação da oferta de serviços que disponibiliza às necessidades actuais e futuras do mercado. Assim, a prossecução deste objectivo assenta na melhoria continuada dos padrões de eficiência da operação portuária e no desenvolvimento de serviços de valor acrescentado logístico a prestar no próprio Porto e na relação deste com os locais de origem/ destino das mercadorias localizados no seu hinterland.

Dotar o Porto de Leixões das condições materiais e imateriais de apoio à sua actividade

Este objectivo visa contribuir para a melhoria efectiva das condições materiais e imateriais que suportam o core-business do Porto de Leixões, compreendendo a mitigação de limitações actualmente existentes e a criação de bases que permitam o seu robustecimento enquanto infra-estrutura logística. Neste particular, merece particular destaque a intervenção ao nível das infra-estruturas portuárias propriamente ditas e a agilização dos procedimentos e fluxos de informação associados à utilização do Porto.

Reforçar as condições de integração urbana e de acessibilidade externa

Este objectivo visa contribuir para a progressiva resolução dos problemas que afectam actualmente o Porto de Leixões na sua relação com as áreas urbanas circundantes e em matéria de conectividade física com o seu hinterland. Deste modo, revela-se determinante a conclusão da VILPL, a conclusão dos principais eixos da rede viária regional, a dinamização do interface marítimo-ferroviário, a melhoria da operacionalidade do transporte ferroviário de mercadorias, bem como a mitigação dos conflitos do Porto com a envolvente urbana imediata.

A implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões assenta em acções específicas que se encontram alocadas a planos sectoriais nos domínios do marketing portuário, do ordenamento logístico e territorial e do sistema de informação.

Assim, foram definidas 21 acções que pretendem direccionar a gestão do porto nos próximos 10 anos, de 2004 a 2015, e que têm com objectivo maximizar a sua ‘performance' através da tradução da estratégia em termos operacionais, nomeadamente:

Acção 1 - Aumento da Capacidade de Navegabilidade do Porto

Objectivos:

  • permitir a entrada de navios de maior calado;
  • facilitar as manobras na bacia portuária, melhorando a capacidade dos postos para petroleiros e do novo terminal multi-usos;
  • ampliar a capacidade de circulação no porto anterior com vantagens simultâneas para o atravessamento do tráfego portuário.

Acções:

  • nova bacia de rotação com 430 m e fundos a – 12 m (Z.H.L.);
  • rebaixamento do canal de acesso às docas interiores para os – 12 m (Z.H.L);
  • quebramento de rocha e novas aproximações aos postos "B" e "C" do TPL;
  • construção de nova ponte móvel (com um vão de 77,5 m) e criação de melhores ligações terrestres entre os dois pólos da cidade – Matosinhos e Leça.

Custo Global Estimado: 19 milhões de euros

As acções descritas encontram-se em curso, com estudos e projectos de execução concluídos ou em fase de conclusão. Recentemente foi lançado o concurso para empreitada de construção da Nova Ponte Móvel, prevendo-se a sua conclusão em 2006.

Acção 2 - Revitalização do Molhe Sul e Espaços adjacentes

Objectivos:

  • ampliar o espaço portuário numa das últimas áreas disponíveis para o efeito;
  • criar e disponibilizar condições para o desenvolvimento do segmento de mercado roll-on/roll-off;
  • melhorar e ampliar as condições materiais para o desenvolvimento dos segmentos de mercado do transporte de passageiros.

Acções:

  • reabilitação do cais acostável do molhe sul e construção de um novo terminal, multiusos, que inclua uma rampa para roll-on/roll-off;
  • aumento de fundos para –8,5m Z.H.L., junto ao novo terminal multiusos;
  • afectação da reserva portuária adjacente ao espaço das antigas carvoeiras;
  • construção de uma estação de passageiros incluindo outros espaços complementares;
  • ampliação do terrapleno do terminal multiusos.

Custo Global Estimado: superior a 18 milhões de euros

Tal como descrito, esta acção integra a construção do Terminal Multiusos no Molhe Sul, pretendendo-se recuperar para a operação portuária uma das poucas áreas ainda disponíveis dentro do porto, dotando-a de uma rampa roll on/roll off e aproveitamento de espaços adjacentes para terraplenos para melhor servir este segmento de mercado particularmente exigente no que concerne a terraplenos de apoio.

Prevê-se para o 1.º semestre de 2005 a conclusão do projecto de execução do terminal, dado que já se obteve a aprovação da Avaliação de Impacte Ambiental. A obra deverá ser iniciada no último trimestre de 2005, tendo como prazo de conclusão o ano de 2007.

Acção 3 - Melhoria das Condições Operacionais do Terminal Petroleiro

Objectivos:

  • melhorar as condições de operacionalidade do Terminal Petroleiro;
  • esbater os constrangimentos ao nível da agitação marítima, galgamentos, manutenção de fundos e a permeabilidade dos prismas de fundação do quebramar alteado e da instabilidade do manto de tetrápodes.

Acções:

  • elaboração de um estudo das condições de operacionalidade do Terminal Petroleiro (já em curso);
  • Realização das obras de melhoria do Terminal Petroleiro.

Custo Global Estimado: superior a 15 milhões de euros.

Atendendo à sua importância relativa e à indefinição sobre a manutenção da actividade da Refinaria da Petrogal a médio/longo prazo, apesar de ser expectável esta se manter como importante centro de armazenagem de produtos refinados, estamos a estudar as hipóteses de melhorar significativamente as condições de operacionalidade do Terminal Petroleiro, as quais actualmente se debatem com constrangimentos, nomeadamente ao nível da agitação marítima, galgamentos, manutenção dos fundos, permeabilidade do prisma de fundação do quebramar alteado e instabilidade do manto de tetrápodes, com frequentes necessidades de recargas.

O estudo das Condições de Operacionalidade do Terminal Petroleiro de Leixões, encontra-se em desenvolvimento pelo IHRH (Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos), da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e foi objecto de candidatura ao POAT (Programa Operacional de Acessibilidades e Transportes).

A partir das conclusões apresentadas no relatório final deste estudo, irá avançar-se para o estudo e ensaio das duas ou três soluções encontradas em modelo físico tridimensional. O estudo em modelo físico tridimensional será desenvolvido pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) e definirá a solução final a adoptar para reforçar a segurança e melhorar a operacionalidade do Terminal de Petroleiros de Leixões.

A obra de grande envergadura de melhoria das condições de operacionalidade do Terminal Petroleiro deverá arrancar só em 2006 e a terminar no final de 2007, enquanto que o projecto de execução e a obra de Reabilitação de Betões no Terminal Petroleiro ocorrerá entre os anos de 2005 e 2006.

Acção 4 - Projecto da Portaria Única

Objectivos:

  • adaptar o espaço portuário à nova "porta" de entrada em terra;
  • controlo rigoroso e informatizado das entradas e saídas do porto.

Acções:

  • abertura da VILPL (Via Interna de Ligação ao Porto de Leixões) e criação da portaria única, controlo automático de entradas e saídas na portaria do Porto de Leixões, com ligação ao sistema de gestão do negócio (GCP), e ao sistema de informação geográfica, produzindo a documentação necessária à carga/descarga e registando a informação necessária à saída/entrada das mercadorias do porto;
  • criação do parque rodoviário e área de controlo de mercadorias (Alfândega, Scanners, revisão e vistoria) controlando as mercadorias utilizando tecnologias como EPC (Electronic Product Code), que via tecnologias de identificação electrónica por rádio frequência (RFID) e utilizando um scanner, verifique e registe o conteúdo dos contentores que entram e saiam do Porto de Leixões, devidamente suportados por sistemas de informação que garantam a emissão dos documentos legais e a integração da informação com o GCP.

Custo Global Estimado: superior a 2,5 milhões de euros.

A VILPL - Via Interior de Ligação do Porto de Leixões está concluída desde o inicio de 2004, aguardando-se que o EP - Estradas de Portugal avance com a construção da VRI (Via Regional Interior) para que aquela via estruturante e de acesso exclusivo ao Porto de Leixões retire os transportes rodoviários de mercadorias da malha urbana de Matosinhos.

O Projecto da Portaria Única insere-se neste reordenamento dos acessos ao porto, objectivando o controlo de acesso único (VILPL) ao Porto de Leixões de viaturas pesadas e respectivas cargas.

A nova portaria assegurará o controlo automático das entradas e saídas devidamente suportadas por sistemas de informação que garantem a emissão de documentos legais e a integração da informação com o sistema aplicacional de gestão do negócio GCP – Gestão Comercial Portuária, sendo criada uma área de controlo de mercadorias dotada de um scanner de contentores.

O Projecto da Portaria Única do Porto de Leixões foi contratado em Março de 2004. Neste momento está a ser desenvolvida a Fase I do projecto correspondente ao estudo prévio em que será preparada a concepção e especificação do modelo funcional e definidos os requisitos necessários ao funcionamento do sistema. Com a aprovação da Fase I, será iniciada a Fase II de Aquisição dos Sistemas Especialistas. Na Fase III - Projecto de Execução haverá o desenvolvimento de software e a elaboração dos projectos de execução e cadernos de encargos para execução das infra-estruturas. O projecto tem uma Fase IV de Assistência Técnica à execução das infra-estruturas e implementação de sistemas.

Acção 5 - Reconversão da área para a Carga Contentorizada

Objectivos:

  • rentabilizar áreas sub-aproveitadas para incremento de operações portuárias;
  • criar condições de expansão do terminal de contentores Sul, de modo a aumentar a longevidade da tipologia de carga em maior crescimento;
  • ampliar posto de acostagem num dos cais mais «saudáveis» do porto;
  • possibilitar o desenvolvimento de actividades de valor acrescentado.

Acções:

  • reconversão do parque de espera de camiões;
  • desafectação e preparação do actual terminal da CP para terminal de contentores;
  • redesenho e reconstrução do traçado da VCP e da linha-férrea neste sector;
  • reabilitação de parte do projecto do cais da doca 3 e sua construção;
  • criação de uma estação ferroviária de triagem.

Custo Global Estimado: cerca de 9 milhões de euros.

Acção 6 - Estruturação da Plataforma Logística

Objectivos:

  • melhorar a capacidade operacional e logística do Porto de Leixões;
  • favorecer a multimodalidade (Marítimo - ferroviária, marítimo - rodoviária, ferro -rodoviária);
  • melhorar o ordenamento urbanístico e os fluxos de transporte inerentes às actividades logísticas e de transporte;
  • reforçar a dinâmica da logística e dos transportes na região do Porto, implicando novos actores nestas actividades.

Acções:

Esta acção pressupõe uma configuração multipolar da plataforma logística (P.L.) do grande porto e uma implementação faseada através de vários projectos articulados.

Assim, esta acção está estruturada nas seguintes componentes:

  • estudo de viabilidade e de vocações dos diferentes espaços da plataforma logística;
  • criação de uma sociedade promotora e gestora de áreas de armazenagem e de actividades logísticas, tendo como accionistas a APDL, a TCL, a TCGL e outros (ligados à promoção e gestão de zonas empresariais e de negócios);
  • implementação do pólo de Gatões/Guifões da P.L (indicativamente: Zona de actividades logísticas – 38,6 Ha);
  • criação de acessibilidades rodo – ferroviárias a outros pólos da P.L. (Gonçalves, Portela, Freixieiro – Tertir);
  • implementação do Pólo de Gonçalves (indicativamente: armazenagem de 2ªlinha – 23,5 Ha);
  • implementação do Pólo da Portela (indicativamente: Centro Ferroviário de Mercadorias – 41 Ha);
  • implementação do Pólo do Freixieiro –Tertir (indicativamente: Centro de Serviços de Coordenação de Actividades Logísticas - 21 Ha).

Custo Global Estimado: cerca de 145 milhões de euros.

A APDL já tem em curso o estudo prévio da Integração Paisagística da Ligação Rodoviária entre a VILPL (Via Interna de Ligação ao Porto de Leixões) e a Plataforma Multimodal (pólo Gatões/Guifões) da Região Norte, assim como já foi realizado o levantamento cadastral das zonas potencialmente afectas à Plataforma Logística.

Perspectiva-se que a obra de construção da Plataforma Logística arranque no ano de 2007.

Acção 7 - Revitalização e Reabilitação de Espaços e Edifícios

Objectivos:

  • optimizar áreas dos vários terminais evitando baixos níveis de utilização;
  • contribuir para a boa imagem do porto, garantindo uma boa utilização e manutenção dos espaços e de edifícios;
  • diminuir conflitos com a envolvente.

Acções:

  • uma monitorização permanente e por uma vertente negocial com os vários concessionários;
  • remodelação e arranjos das instalações da DOPS - Direcção de Operações Portuárias e Segurança (esta obra está em curso desde 2004, devendo estar concluída até ao final do 1.º semestre de 2005);
  • remodelação do espaço destinado a Biblioteca no edifício central (esta obra encontra-se concluída);
  • instalações para o SEF- Serviços de Estrangeiros e Fronteiras e Posto de Controlo de Passageiros (o projecto de execução iniciou-se ainda no ano de 2004, enquanto que a obra deverá arrancar no último trimestre de 2005);
  • projecto do PIF- Posto de Inspecção Fronteiriço (este posto será criado no armazém 15);
  • reabilitação do pavimento do terminal de contentores sul;
  • afectação de espaços residuais sob o IC1 para parque de materiais, oficinas de manutenção, estacionamento de pequenas embarcações e ecocentro (o projecto de execução de ordenamento da área envolvente ao Viaduto da Via Rápida (VVR) está em curso, devendo a obra ficar concluída até final de 2005).

Custo Global Estimado: cerca de 2 milhões de euros.

Acção 8 - Incremento de Espaços de "Sociabilidade" do Porto

Objectivos:

  • melhorar a imagem do porto em relação à cidade acompanhando a existência de uma nova dinâmica urbana;
  • diversificar ainda mais a vocação do porto;
  • viabilizar encontros entre a comunidade e o porto, transformando-o gradualmente num local de referência não só funcional como cultural.

Acções:

Integrando alguns projectos já em curso, esta acção é composta por:

  • reabilitação e requalificação dos edifícios do antigo núcleo das oficinas da APDL criando cantina, salas de desporto e novo bar;
  • remodelação da Estação de Passageiros, compreendendo a instalação de um restaurante aberto ao público em geral e cujo acesso é independente da zona portuária;
  • reabilitação do edifício dos Pilotos;
  • recuperação e remodelação do núcleo de sanidade marítima;
  • concessão de espaços adstritos à nova estação de passageiros, acessíveis pela cota alta do molhe sul (de acordo com a definição da operação 2.4), na eventualidade de virem a ser retirados os pipelines associados ao Parque de real;
  • criação de passeio elevado, à cota alta do molhe sul, a partir de acessos do exterior;
  • intervenção no sector jusante do molhe sul com programa de interesse público, a definir.

Custo Global Estimado: cerca de 4 milhões de euros.

A obra de remodelação da Estação de Passageiros foi adjudicada no final do ano de 2004, devendo estar concluída no final de 2005.

Relativamente à reabilitação do edifício dos pilotos, o projecto encontra-se em fase de execução, prevendo-se o arranque da obra no último trimestre de 2005.

Acção 9 - Melhoria dos Espaços de Fronteira e Colmatação de Frentes Urbanas

Objectivos:

  • melhorar a imagem do porto e o desenho do espaço urbano adjacente;
  • clarificar responsabilidades da tutela dos espaços de fronteira após abertura da VILPL Via Interna de Ligação ao Porto de Leixões;
  • diminuir conflitos com área residencial pela intermediação de usos/construções compatíveis;
  • optimizar posse de terrenos das imediações contribuindo para a definição do espaço urbano;
  • desenvolver parcerias com outros agentes urbanos ampliando o campo negocial e de influência do Porto de Leixões.

Acções:

  • arranjo dos espaços verdes de «amarração» da nova ponte móvel;
  • desanuviamento das avenidas adjacentes ao porto após abertura da portaria única, criando condições para o seu reajustamento e requalificação;
  • colmatação de frentes urbanas nos espaços adjacentes à linha de metro;
  • cooperação na implementação de interface de transporte de passageiros a NW da Cepsa;
  • colmatação de frentes urbanas em terrenos a Nascente da Cepsa, propriedade da APDL.

Acção 10 - Implementação do Parque Urbano do Vale do Leça

Objectivos:

  • melhorar a qualidade do ambiente que envolve o porto;
  • dotar a expansão do porto (plataforma logística) de uma simultânea preocupação ambiental;
  • contribuir para o bem-estar da população urbana de Leça, Matosinhos, Sta Cruz do Bispo e Guifões.

Acções:

  • comprometer e projectar parte significativa dos terrenos propriedade da APDL situados em reserva/salvaguarda para parque urbano (incluem-se alguns terrenos que não são reserva para permitir ligação do Centro Hípico ao parque e também estudo de atravessamento desnivelado da VILPL). Total 19,6ha;
  • projecto e arranjo de atravessamento(s) do IC1, do lado de Leça da Palmeira;
  • anexação de outras áreas de expansão a nordeste e a sudeste para permitir a ligação do lado de Matosinhos com o parque. (+21,6ha). Total 41,2 ha;
  • projecto e arranjo de atravessamento(s) do IC1, do lado de Matosinhos;
  • ampliação da zona de parque para outras áreas contíguas arborizadas, em reserva/salvaguarda, perfazendo a unidade paisagística do último tramo do rio Leça (+39,8ha). Total 81,0 ha.

Custo global estimado: superior a 9 milhões de euros.

Acção 11 - Dinamização e Envolvimento da Comunidade Portuária na Promoção Comercial

Objectivo:

  • integrar as iniciativas de promoção comercial do Porto de forma a consolidar a marca "Porto de Leixões" junto do mercado.

Acções:

  • responsabilização da Comunidade Portuária de Leixões pela promoção comercial do porto nas suas variadas vertentes;
  • reformulação dos objectivos e estatutos da Comunidade Portuária no sentido de identificar os objectivos comerciais do porto, estabelecer uma reunião ordinária mensal da sua direcção e criar de grupos de trabalho permanentes dedicados a matérias específicas e relevantes para a promoção comercial do porto;
  • associação à Comunidade Portuária de entidades directamente interessadas nos serviços portuários, como a GPL -Associação de Gestão Portuária de Leixões, a Associação Empresarial de Portugal e a APLOG - Associação Portuguesa de Logística;
  • utilização da Comunidade Portuária como o meio privilegiado para exercer "lobby" na defesa dos interesses do porto em geral (por exemplo: financiamento dos portos portugueses, regime de cobrança do IVA, melhoria das acessibilidades rodo e ferroviárias a Leixões e a sua integração nas principiais vias de ligação à Europa, criação de áreas de armazenagem e da Plataforma Logística de apoio às actividades portuárias, etc.);
  • os Concessionários do Porto (TCL, TCGL e Petrogal) e a Autoridade Portuária deverão exercer uma efectiva liderança da Comunidade Portuária.

Acção 12 - Relacionamento Comercial

Objectivos:

  • atrair mais negócio (solidificar a presença no hinterland natural do Porto de Leixões);
  • atrair novos negócios (transporte terrestre e alargar o hinterland) e carga de outros portos;
  • melhorar a imagem – informar e esclarecer.

Acções:

  • Transitários (Clientes) - apesar de ser uma actividade algo atomizada está também bastante concentrada – a quota de mercado dos grandes é significativa. É através destes agentes que os donos da carga operam, podendo por isso canalizar mais carga para onde lhes interessar. Apesar de serem profissionais bem informados, há ainda muito a fazer para divulgar os serviços do Porto.
  • Ferramentas de comunicação: Relações Públicas + Publicidade + Promoção de vendas + Internet
  • Clientes directos (Armadores) - o aumento dos fundos representa uma oportunidade para atrair armadores e estabelecer escalas regulares de linhas antes impossíveis. Por conseguinte, as novidades representam argumentos necessários para abordar os armadores nas suas sedes. Ferramentas de comunicação: Relações Públicas + Promoção de vendas + Força de vendas
  • Clientes directos (Locais) - com o novo cenário (que implica mais e melhor argumentação) os clientes já começam a ouvir o que querem. Os clientes devem ser informados das novas condições do porto e dos melhores preços. Com a competitividade reforçada (a ideia de um porto que funciona bem) passa a estar associada a um porto que não é necessariamente mais caro que os outros – pois afinal até é mais eficiente e oferece um serviço com melhor qualidade. Ferramentas de comunicação: Relações Públicas + Publicidade + Promoção de vendas + Internet
  • Transportes não Marítimos - O sucesso do TMCD também depende do empenhamento dos transportadores terrestres para a carga ser enviada ou entregue com rapidez e segurança é necessário que esses profissionais possam desempenhar de forma o mais desburocratizada e célere possível as suas funções. Por isso devem ser vistos como aliados. Ferramentas de comunicação: Relações Públicas + Publicidade.

Custo global estimado: cerca de 16,5 mil euros.

Acção 13 - Relacionamento Institucional

Objectivos:

  • melhorar a articulação entre os diversos agentes públicos que interagem no ciclo dos navios e das cargas em porto;
  • criar as condições de oferta de um serviço global integrado aos utilizadores do porto, explorando as complementaridades associadas a uma gestão integrada de processos;
  • agilizar os procedimentos e facilitar o tráfego de forma a diminuir o tempo de rotação dos navios e cargas em porto;
  • melhorar a imagem – informar e esclarecer.

Acções:

  • projecto de melhoria da articulação das entidades responsáveis pelos processos relacionados com as operações portuárias, a segurança (safety e security), e gestão do tráfego (navios, cargas e pessoas);
  • simplificação e flexibilização dos procedimentos burocráticos ao nível do processo administrativo e aduaneiro;
  • melhorar os meios e procedimentos do Posto de Inspecção Fronteiriço do porto;
  • ajustamento de horários de funcionamento dos vários agentes públicos;
  • racionalidade e transparência dos tarifários praticados pelos vários agentes públicos.

Custo global estimado: 30 mil euros.

Acção 14 - Relacionamento com Associações Empresariais e API

Objectivos:

  • melhorar a imagem e desenvolver atitudes positivas;
  • desenvolver uma relação de cooperação com as associações e seus associados;
  • atrair mais negócio (solidificar a presença no hinterland natural do Porto de Leixões).

Acções:

Esta acção consiste na criação de um canal de comunicação com os clientes indirectos (aqueles que recorrem aos transitários), recorrendo para o efeito às associações empresariais enquanto intermediários. Trata-se de organizar uma comissão conjunta que defina um programa (objectivos, calendarização, acções e custos) e que passe a informar regularmente os associados, garantindo que a mensagem é recebida sem interferência e de forma fidedigna pelos interessados e assegurando um feedback com as suas reclamações e sugestões.

A Agência Portuguesa de Investimento, por seu turno, é a porta de entrada do investimento estrangeiro com algum significado estratégico, sendo que a relevância da componente logística nas empresas – a problemática dos transportes, acessibilidades e condições de utilização do porto - para importar ou exportar acaba por ter um peso relevante não só na decisão de investir mas, também, na opção de localização, o que tem implicações na escolha implícita do porto a usar.

É estratégico para o Porto de Leixões intervir logo na fase de planeamento de nova unidade, assegurando carga e reduzindo a influência dos portos de Vigo e de Aveiro no seu hinterland natural.

Acção 15 - Certificação do Porto

Objectivos:

  • garantir a certificação de qualidade do Porto de Leixões;
  • garantir a certificação ambiental do Porto de Leixões;
  • garantir a segurança dos SI/TI e a certificação de segurança de acordo com as normas internacionais.

Acções:

  • proceder à certificação de qualidade do Porto de Leixões, envolvendo todos os seus procedimentos e criando mecanismos de monitorização da gestão;
  • promover a certificação ambiental do Porto de Leixões enquanto produto, envolvendo os concessionários;
  • avaliar a segurança dos SI/TI do Porto de Leixões tendo em vista a apreciação de conformidade com a ISO 17799.

Custo global estimado: cerca de 800 mil euros.

Acção 16 - Segurança na Cadeia Logística

Objectivos:

  • assegurar a Protecção da Cadeia Logística das Mercadorias que passam por Leixões (Supply Chain Security);
  • prover a Segurança dos Navios, Cargas e Pessoas nas áreas Portuárias;
  • garantir o Tratamento Especial de Segurança para as Mercadorias Perigosas e Mercadorias de Alto Valor Acrescentado;
  • ter um conhecimento fiável e atempado das mercadorias Manifestadas e da respectiva localização ao longo da cadeia logística;
  • motivar  a "Certificação" em termos de "Security" dos Agentes (Operadores Logísticos) da cadeia de Transporte idêntica à que é susceptível de ser obtida pelos Expedidores Autorizados pela Alfândega relativamente aos Manifestos justificativos do Estatuto Comunitário das Mercadorias, através da ligação ao Novo Sistema de Trânsito Informatizado - NSTI, e idêntica à que está a ser desenvolvida no âmbito do CSI – Container Security Iniciative;
  • diminuir os tempos de controlo e estadia dos navios e mercadorias em porto.

Acções:

  • fomentar a cooperação dos parceiros da cadeia de transporte no desenvolvimento de sistemas de segurança e certificação que permitam a facilitação do controle dos processos em porto de acordo com standards de segurança em desenvolvimento no âmbito da IMO – International Maritime Organization;
  • criação de um Centro de Coordenação e Segurança e respectivo Equipamento e Instrumentação Interna;
  • melhoria da Instrumentação Externa de Segurança;
  • aquisição de meios e equipamentos de inspecção não instrutiva de cargas e unidades de carga (scanners);
  • desenvolvimento de subsistemas aplicacionais de assessoria às funções de monitorização e controle da Actividade Portuária e de Segurança;
  • implementação de um sistema de helpldesk aos processos de negócio e respectiva actualização face aos processos de certificação.

Custo global estimado: cerca de 7 milhões de euros.

Acção 17 - Gestão Ambiental

Objectivos:

  • minimização da poluição atmosférica, dos solos, dos sedimentos e das águas superficiais do Porto de Leixões;
  • requalificação ambiental das Margens do Douro e Frente Atlântica na Área de Jurisdição do Porto de Leixões;
  • intensificação da fiscalização ambiental sobre as actividades desenvolvidas por terceiros nas áreas de exploração portuária e nas outras áreas de jurisdição da APDL.

Acções:

  • implementação de planos de monitorização do ar, ruído, sedimentos e águas superficiais;
  • elaboração de estudos de minimização de impactes ambientais e guias de boas práticas ambientais no manuseamento de granéis sólidos;
  • melhoria do sistema de recolha selectiva de resíduos sólidos;
  • promoção da limpeza regular da área molhada do Porto de Leixões;
  • acções mitigadoras dos impactes ambientais na movimentação de mercadorias;
  • ligação dos efluentes de algumas áreas portuárias de Leixões ao saneamento básico;
  • obra de regularização do troço final do Rio Leça.

Custo global estimado: superior a 2 milhões de euros.

Acção 18 - Sistema de Informação Geográfica

Objectivo:

optimizar a gestão do espaço físico e aumentar a segurança no Porto de Leixões.

Acções:

gestão da área geográfica do Porto de Leixões no sentido de optimizar a utilização do espaço e minimizar os riscos e consequências de qualquer incidente que ocorra na área do porto (designadamente em termos de localização de infra-estruturas, armazenagem de mercadorias - em particular as mercadorias consideradas perigosas -, planos de evacuação, etc.);

gestão das componentes de arquitecturas físicas e infra-estrutura dos SI/TI, nomeadamente traçados físicos de cablagens (dados, voz, electricidade,...), layers que possam contemplar saneamento, electricidade, implementação de mobiliário, equipamentos de suporte à segurança, como extintores, etc.;

assessoria à Gestão Dominial.

Custo global estimado: 250 mil euros.

Acção 19 - Portal do Porto de Leixões

Objectivo:

  • desenvolver um novo modelo de negócio para o Porto de Leixões baseado em ferramentas de comércio electrónico, que envolvam todos os intervenientes da actividade e que permita reduzir custos, aumentar a eficiência e disponibilizar informação on-line a todos os clientes.

Acções:

disponibilização on-line de informação e serviços de interesse para os utilizadores que (i) contribuam para o aumento da produtividade e redução de custos da actividade portuária, (ii) coloquem o Porto na vanguarda dos portos portugueses nos serviços prestados aos seus clientes e (iii) projectem a imagem do porto como um porto dinâmico, moderno ao nível de outros portos internacionais como Barcelona ou Roterdão.

O portal deverá funcionar como um Market Place onde o cliente poderá contratar serviços (logísticos), efectuar transacções comerciais, consultar informação sobre navios, carga ou outra de interesse comum e inter-agir com outros players da actividade marítima. Este projecto dever-se-á realizar de forma faseada:

  1. Criação de uma equipa de trabalho com elementos das diversas instituições da Comunidade Portuária que ficará responsável por assegurar a gestão e execução do projecto, bem como a evolução futura do Portal e respectiva gestão de conteúdos e funcionalidades;
  2. Elaboração de um estudo prévio que identifique os conteúdos e funcionalidades a disponibilizar e o modelo de gestão (financiamento, organização, parceiros institucionais, infra-estrutura necessária e plano de divulgação);
  3. Disponibilização faseada de funcionalidades, em função de um calendário previamente definido. Neste âmbito deverão não só ser considerados os desenvolvimentos necessários ao desenho e fluxos do próprio Portal, como também os ajustamentos internos necessários na APDL, nos concessionários e nos restantes intervenientes, no sentido de assegurar a eficácia dos novos procedimentos;
  4. Acompanhamento do nível de satisfação dos utilizadores e recolha de sugestões, tendo em vista uma melhoria contínua do serviço e a disponibilização de novas funcionalidades no Portal.

Custo global estimado: 750 mil euros.

Acção 20 - Portal Interno (Intranet)

Objectivos:

  • transferência de procedimentos administrativos para suporte Web, tendo em vista a diminuição da carga administrativa manual, a circulação de papel dentro da APDL, a optimização dos fluxos de informação e a centralização das ferramentas de trabalho;
  • utilização deste canal para divulgação de informação interna, formação, interface de aplicações tendo em vista a diminuição efectiva de custos e aumentos de flexibilidade e produtividade.

Acções:

  • estender o conceito de portal à Intranet colocando todas as componentes funcionais internas à APDL sobre esse canal, tornando-o deste modo uma ferramenta de trabalho dos funcionários da APDL. A dinamização da Intranet do Porto de Leixões deverá apoiar-se na transferência e integração das aplicações back-office na Intranet, posicionando o portal interno como a principal ferramenta de trabalho dos colaboradores da APDL (p.ex. marcação de férias, actualização de dados pessoais, avaliação de desempenho, com input directo no sistema de RH.) Estes processos deverão ser suportados por um workflow com os circuitos de aprovação e divulgação subjacentes. Sugere-se ainda a utilização da Intranet para divulgação de normativos internos, requisições, divulgação do Plano de Formação, inscrição em acções de formação e divulgação de informação de interesse comum a todos os utilizadores.

Custo global estimado: 350 mil euros.

Acção 21 - Sistema de Informação e Gestão

Objectivos:

melhorar o conhecimento dos clientes do Porto, antecipar as suas necessidades e prioritizar os investimentos em função das suas reais necessidades;

possibilitar à APDL a produção de informação de gestão e indicadores de actividade, realizar projecções de movimento de cargas, assim como disponibilizar informação fidedigna sobre movimentação de tipos de carga aos restantes elementos da Comunidade Portuária de Leixões.

Acção:

  • criação de ferramentas de suporte a decisões estratégicas de negócio, com informação sobre clientes e mercadorias movimentadas no Porto (quem são os clientes efectivos, que mercadorias movimentam, quanto é que representam em termos de actividade, porque é que optam por este porto, que necessidades é que sentem e que serviços valorizam).

Este projecto passará não só pela integração das Bases de Dados actualmente existentes na APDL e Concessionários como, eventualmente, pela criação de novas funcionalidades nos sistemas existentes que visem a recolha de informação sobre os clientes, devendo ser integrado com o projecto do Portal (18) e contemplar o desenvolvimento de um modelo de risco, elaborado com base nas variáveis que condicionam os comportamentos dos consumidores, tendo em vista a sua incorporação na cadeia logística quer a montante quer a jusante, e que proporcione um razoável grau de confiança aos utilizadores do porto sobre os serviços prestados aos seus clientes.

Esta acção deverá compreender duas fases distintas:

  1. Criação das Bases de Dados de informação integrada e incorporação de ferramentas de DataMining que proporcionem o tratamento estatístico de informação sobre a actividade do Porto, tendo em vista o desenvolvimento de uma estratégia de marketing relacional, o acompanhamento da actividade, o suporte a decisões estratégicas de investimento e a elaboração de estudos de crescimento e posicionamento face à concorrência.
  2. Estudo das variáveis que condicionam os comportamentos dos utilizadores do porto e desenvolvimento de modelos de risco para a actividade portuária, devidamente integrados com a cadeia logística.

Custo global estimado: 350 mil euros.